sábado, 24 de maio de 2008

Sobre borboletas


E eu poderia sofrer tudo novamente, dez vezes mais forte, se eu tivesse a certeza que o amanhecer seria tão belo.
As cores se misturaram, agora elas resplandecem júbilo e serenidade. Aquele laranja veio e se alastrou, suavemente, pelo tapete verde-capim que tomou conta da alma. O destino, sempre presente, comprova que depois da tempestade, as coisas sempre se acalmam e os que têm sorte não se molham tanto.
Enquanto o mar da vida se acalma, as borboletas voam cheias de beleza e encanto sobre aqueles campos que antes, encobertos por pó e sujeira, eram cinza e sem vida.


Contigo eu faço todas as apostas, venço e te deixo narrar o final (lê-se início). Cobro com afabilidade e adoro te ouvir dizendo que quer pagar logo. É insuportavelmente lindo o jeito envergonhado com que os teus olhos fogem dos meus. São verdadeiramente gostosas as risadas que deixariam o Ivan (Lins) morto de inveja.
Deveria haver possibilidade de costurar 24h em uma única manhã pra que eu conseguisse usufruir total da companhia mais agradável e afável, do olhar sonolento mais confortante.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Amanhecerá.



Vou reler tudo, refazer caminhos e relembrar coisas. Vou viver de rastros e restos! O amanhecer tem se aproximado rapidamente, o céu já não está tão obscuro. As mesmas músicas, do mesmo sujeito, ainda continuam fazendo imensa diferença. A recordação do sorriso nutre a falta do mesmo.
Assim que o dia amanhecer, aquela estrada vai ser, novamente, percorrida e os rastros terão ficado para trás e as marcas serão apagadas por outras que passarão, sem dó, por cima daquelas que acalentam e fazem sangrar. De tanto serem usadas, perderão o valor e ficarão desbotadas. As cores não chamarão mais atenção e o sol vai resplandecer sobre o amarelo-quase-branco e a cor-de-saudade vai sumir, de vez! A madrugada será curta, já sinto os primeiros focos de laranja.