terça-feira, 26 de agosto de 2008

Era apenas mais um ocaso, entre tantos?


E antes de ir embora, ele quis dar o último espetáculo: transformou cada cor dos seus focos em tinta e derramou sobre o céu azul e este foi, aos poucos, se manchando de uma cor em constante transformação, que se esvaía.

Foi sumindo aos poucos...

O horizonte, de um amarelo-alaranjado intenso, tremia em felicidade por poder fazer parte de um show onde, há milênios, só um astro brilha.
E o mar, cheio, todo orgulhoso, era o responsável pela trilha sonora perfeita.

Era preciso enxergar além daqueles traços.

Enquanto palavras entravam pelos poros, pelos ouvidos e rasgavam a pele, o astro-rei brilhava e deixava a mensagem límpida: “Eu vou, mas eu volto mais brilhante e firme no dia que está porvir.”. No dia seguinte, no mesmo horário, repetiria o show, talvez com novas misturas de cores, para aqueles que quisessem rever.

Era o que acalmava a alma e arrancava um sorriso de bem-estar instantâneo. Ficaria guardado, mas faria falta...

Um comentário:

veh disse...

linda foto..
lindo texto..
linda!