domingo, 21 de junho de 2009

Somos nós.

Eram dois olhos que pediam amor. Eram dois corpos cansados. Era o final de um ciclo, início de outro. Eram textos inspirados de paixão.
É o começo do todo. É o amor que pediu passagem. É o presente. É a doação. É o farelo de pizza, de misto-quente. É a massagem no rosto. É o ideal de futuro. É a dor de dente. É o medo. É a insegurança. É a briga chata. É a reconciliação (...) É o coração acelerado ao rever. É a inspiração de amor.
Não era quase amor. Não eram quaisquer corpos. Não era efêmero. Somos nós!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Impressões.


Era só isso: bastava caminhar. Ruas escuras, becos sujos, sombrios; casas altas, onde viviam famílias antes nobres. Por aqui, por onde a gente caminha sem olhar pra trás, o rio não passa, o tempo corre lentamente. A chuva queimou boa parte das lâmpadas que deixavam os andarilhos com tons alaranjados. E nas esquinas, travessas e encruzilhadas, encontramos a música nos passos de quem vai. É tudo doce, até a água que a chuva manda e cai bem lentamente, escorrendo pela pele como o suor desperdiçado todos os dias com coisas nulas.
São dias leves, novos; dias de sorrir.