terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vinte e sete.

Aquela moça na parada, às 7h da manhã, não tinha cor de quem acordara pronta pra pegar um ônibus em pleno dia vinte e sete. Ela estava ali, parada, esperando que o motorista do ônibus tivesse um bom dia manso para dar. Todos os dias ela esperava um bom dia como do motorista do ônibus ou aqueles que chegavam para ela todos os dias através de mensagens no celular. E esperava ver, pela janela, um velho arco-íris que não vinha faz tempo.
Era quase um mês! Eram as coisas que não aconteciam que a assustavam. E o dia tinha cara de não-dia, de noite que não amanheceu.
O cigarro queimava entre os dedos dela. Era o vento fumando para acalmar a vontade de virar furacão.

2 comentários:

camila chaves disse...

e esse bom dia que chegava todos os dias de mensagens no celular? haha.

imaginei toda cena da tua manhã do dia. bom dia. *(=

verner. disse...

adorei esse texto!
voltando ao velho hábito de transitar por essas bandas =)
saudade =*