sábado, 17 de abril de 2010

Me dói o tempo parado.

Não pise na grama. Ou pise, caso seus pés sintam vontade.

Eu tinha tanta coisa pra te dizer. Tudo o que você precisava saber, precisava entender. Entre coisas supérfluas como a margarina que teima em sujar o chão logo cedo. Porque quem não tem sorte é assim, dizia papai: “o pão cairá sempre com a margarina pra baixo”. Das tantas que eu andei, tentando encontrar um último sorriso, a última peça do quebra-cabeça que estava perdida entre os muitos cd’s que tomavam conta da nossa cama, do nosso colchão.
Você precisa saber de mim, de nós: do que nos restou.
Eu sinto saudades.
Dessas que não morrem dentro de um abraço.
E entre coisas que eu sei, e que eu também não sei mais, me dói o tempo parado.

2 comentários:

camila chaves disse...

que lindo!

tsc! já nem sei mais como comentar teus textos, camila. creio que já tenha gastado todo o meu vocabulário de elogios. assim não pode, assim não dá.

beijo.

Mila Castro disse...

o pão sempre cairá com a margarina pra baixo.. típico mesmo de quem não tem sorte =)

lindo mila, como sempre.
porque é difícil ser sutil

beeijo