quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Outubro



Não sei bem o que outubro carrega. Sentir o cheiro não é ver os fatos. Não tem a ver com fé, mas com esperança. Ninguém sabe o que vai estar na próxima esquina nem quais são os olhos que chegarão para mostrar o caminho. A urgência de recomeçar cresceu durante as noites escuras de um setembro que correu, enquanto a vida inteira se recuperava de um agosto furado.Lágrimas que se tornaram tatuagens. Dores que doerão para sempre: tudo o que outubro já trouxe - em um dia chamado três - e ainda não levou por inteiro. Porque as feridas doem mais nos dias de chuva, como diz Caio. Doem como corte de papel entre os dedos, eu diria.