quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Outubro



Não sei bem o que outubro carrega. Sentir o cheiro não é ver os fatos. Não tem a ver com fé, mas com esperança. Ninguém sabe o que vai estar na próxima esquina nem quais são os olhos que chegarão para mostrar o caminho. A urgência de recomeçar cresceu durante as noites escuras de um setembro que correu, enquanto a vida inteira se recuperava de um agosto furado.Lágrimas que se tornaram tatuagens. Dores que doerão para sempre: tudo o que outubro já trouxe - em um dia chamado três - e ainda não levou por inteiro. Porque as feridas doem mais nos dias de chuva, como diz Caio. Doem como corte de papel entre os dedos, eu diria.

3 comentários:

camila chaves disse...
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camila chaves disse...

as sensações ruins, como dores, tristezas e angústias que cada mês, dia e hora carregam consigo, devem passar assim como passa cada mês, dia e hora. é preciso que estas sensações passem para deixar lugar às boas e novas e para que das dores nos reste somente as memórias.

esse texto me fez de repente pensar a imagem de um calendário inteiro do letras e silêncio, em que cada mês teria um texto escrito por ti. uma espécie de um janeiro a dezembro, passando pelo agosto, pelo setembro e pelo outubro, seguindo mês após mês até culminar naquele que traria, em silêncio, a alegria harmoniosa de um monte de letras que falasse sobre um tempo feliz.

um beijo, camila

Lori. disse...
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