sábado, 23 de abril de 2011

Nós


O que eu sinto é madeira viva, são destroços de mim dentro de mim, são fagulhas de dores recicladas. O que tu criaste em mim não é metáfora, é hipérbole. De todos os porquês, tu me és o sustento, a base que me põe de pé. Quando, como em ressurreição, as minhas mãos tocaram a tua pele, dentro de mim borboletas fizeram morada. Mas sim, borboletas ainda me assustam. Eu ainda te faria música da gente, versos de nós. Não, nunca separadamente, nós somos grandes demais para cabermos em outro pronome que não seja esse: NÓS.

4 comentários:

Renata. disse...

é tão lindo quando você chega espalhando suas letrinhas coloridas, tal qual o arco-íris, deixando tudo mais leve e claro.
a cada palavra, cada frase, um novo sorriso do lado de cá se abre.
Li 3 vezes, e me encantei esta noite e sempre.
:*

camila chaves disse...

bonito como sempre. *:

Jú Martins disse...

Nós - sem palavras...

Rosinaldo Luna disse...

Maravilhosas linhas. Sou do tipo que admira o sentimento da alma em me importar com a métrica da linha. Parabéns.