domingo, 6 de abril de 2014

Eu-lírio.

Nenhuma poesia em mim viverá, a não ser aquela permitida por meu eu-lírio.
E no sonho mais cheio de sentido, o corpo poético é rascunhagem geral.
Improvisada pela inconsciência pra dizer que os amores, os outros, setinhas falsas de felicidade, são nada comparado a essa morte anunciada, com começo, meio e fim.
Tragédia grega de dramalhão. Dramalhado.
Amor de flor teimosa que dorme como o sono das revoluções que vivem em nós.
Como vulcão em ponto de erupção. Como o último pôr-do-sol: laranja, lagrimado, programa de família, cachorro,
etc e tal.
Nós, dando Adeus à poesia, fantasiando um amor sem pé-nem-cabeça, como quem faz o concreto pela primeira vez. Sem saber onde mexer primeiro.
E vivemos. E morremos. E crescemos antes da hora.
Não no amor, mas no perdão sem necessidade, a liberdade de ser o que a gente quiser ser e ser metafórico. Bicho solto - tem que ser.

Memória, não aceite o suborno de quem não sabe que a dor passada se tornará a melhor lembrança do futuro.
Peça, antes de mais nada, que as máscaras caiam.
Chega de carnaval fora de época, coração!

2 comentários:

Rick disse...

E é uma verdade, em que também concordo!

Bom dia,

diniznetto disse...

E haja pausas.