quarta-feira, 13 de abril de 2016

Minha Capitu.



“Mãe, olha o limão nos meus olhos que eu quero ver.”
(Bandeira Tribuzi)

Tinha tudo pra ser bobagem inventada por corações cansados. Não. Seria impossível. Não eram apenas dois corações cansados, eram olhos que se liam e, dentro de tudo que era sujo e condenado, com o punhado de pedras que nos arremessaram, começamos a erguer o forte castelo que dá proteção às nossas maiores – e também menores – vontades.
Hoje somos mais. Somos mais fortes, limpamos tudo e fechamos as portas para aproveitarmos as poesias retidas dentro de nós mesmas.
Por aqui, o que se respira é limpo e tem a beleza de um girassol que nasceu dentro de um poço – fundo – de tristezas. Por aqui, perdemos o ocaso dentro de um beijo, enquanto golfinhos enfeitavam e davam vida a um velho mar cinzento.
Superamos as feridas físicas, os pontapés e os socos, e transformamos – todos os dias – companheirismo em amor. Eu sei, sabemos, as maiores verdades estão escritas no maior portal da alma: os teus olhos verdes.
Que assim seja: que os sorrisos dos teus olhos, Capitu de nossa própria criação, ao amanhecer, iluminem, iluminem e iluminem todos nossos caminhos e direções, apesar de tudo, apesar de todos, apesar do mundo...

3 comentários:

Andrea Milch disse...

Lindo, Camila!

:)

Rick" disse...

Oi moça, li e reli essas palavras. Nada tão profundo, tão belo.
Acho que imaginei uma cena em que só quem faz parte dela sabe o que se passa, entende?
Não sei bem, mas acho que fiquei encantado, e também acho que os olhos se leem, também concordo com um monte de coisas postas aqui.
Gostei tanto do li. Bjws"
Até."

Anônimo disse...

Lindo, puro e revigorante como alguém que limpa suas lágrimas e sorri... ...como um profundo rio onde se liberta um peixe e se vê livre junto com ele, no rio da vida, entre girassóis, vontades e vontades machadianamente.
machadiana Camila, parabéns.^^