quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sob aplausos da ilusão


Sob aplausos da agonia e do álcool, a minha dor deu espetáculo!

No final da noite, o samba desafinou, a bateria atravessou, as notas foram as mesmas do carnaval passado e a minha escola continuará no segundo grupo, como sempre esteve.
Não era pessimismo não, era realidade doída de carnavalesco e, se aos outros não cabe a verdade, vou deixar o posto e ser, do meu bloco, um simples folião.
Nas ruas do meu carnaval, enquanto o álcool me toma as melhores horas da noite, te encontrarei, quem sabe, feliz nos braços de um Arlequim. O carnaval terá valido a pena e a ÚNICA lágrima que me cabe, rolará pelo rosto como o meu maior refrigério.


“Agora eu sei, desfilei sob aplausos da ilusão!”

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